Escolher onde hospedar ficou mais fácil do que garantir como chegar até lá
Durante muito tempo, empresas globais que queriam atender a América Latina acabavam hospedando boa parte da sua operação fora da região, principalmente nos Estados Unidos. Esse cenário está mudando rápido, e o Brasil é o grande protagonista dessa virada.
Segundo o relatório Data Center Brasil 2026, da JLL, 2026 deve ser um ano recorde para o setor no país, com 106 MW entregues só no primeiro semestre, outros 134 MW previstos até dezembro e investimento aproximado de US$ 8 bilhões. A demanda acompanha esse ritmo, já que a taxa de vacância nacional está em apenas 4% e 56% do novo estoque em construção já está pré-locado. jlljll
Para quem está expandindo pela região, isso resolve uma parte importante do problema. A outra parte, que muitas vezes fica esquecida, é como conectar as operações espalhadas pelo mundo a essa nova infraestrutura.
Um mapa que está se redesenhando
São Paulo continua sendo o centro dessa história, concentrando 38% dos MWs do Brasil, principalmente na região da capital, em Barueri e em Campinas. Mas o crescimento já não cabe em uma cidade só.
Fortaleza é o exemplo mais forte dessa descentralização. De acordo com a TeleGeography, a cidade ganhou atratividade por ter uma rede elétrica confiável, incentivos governamentais e proximidade com vários cabos submarinos, e hoje tem 227 MW em construção, a maior parte já pré-locada por uma grande empresa de tecnologia chinesa. Porto Alegre também entrou no radar depois que Meta e V.tal anunciaram a extensão do sistema de cabo submarino Malbec até a cidade, que seria o primeiro a chegar lá.
O ambiente regulatório ajuda a acelerar esse movimento. O Redata, regime especial de tributação para serviços de data center, é visto pelo mercado como peça importante para dar segurança a investidores internacionais, e a Siemens relatou que os pedidos de conexão à rede básica cresceram 32% depois do anúncio do programa. Com tudo isso somado, o mercado deve dobrar de tamanho até 2030.
O data center está pronto, e a sua rede?
Ter capacidade de hospedagem no Brasil só gera valor quando as filiais, os usuários e os sistemas da empresa conseguem chegar até ela com desempenho e estabilidade. Uma multinacional que decide usar o país como base para a América Latina precisa pensar em como a filial do Chile, o escritório de Lisboa e a operação na África vão acessar essas aplicações, e qual será a latência de cada um desses caminhos.
Também entra nessa conta a distribuição entre polos. Uma empresa que hospeda parte da operação em São Paulo e parte em Fortaleza, ou que usa o Brasil em conjunto com nuvens em outros continentes, precisa de rotas bem desenhadas entre esses pontos e de redundância para que uma falha isolada não derrube a operação inteira.
Conectividade pensada para o hub
É aqui que a escolha do parceiro de conectividade pesa tanto quanto a escolha do data center. Com sede em São Paulo e atuação em LATAM, Europa e África, a Dot a Dot conecta as operações da empresa em diferentes países à infraestrutura que ela usa no Brasil, com gestão centralizada e um único ponto de contato para toda a rede.
Assim, o Brasil deixa de ser apenas o lugar onde os dados estão hospedados e passa a ser, de fato, o centro de uma operação regional bem conectada.
Antes de escolher onde hospedar
Se a sua empresa está avaliando o Brasil como base para a região, vale incluir a conectividade na mesma conversa em que se discute o data center. Entender de onde vêm os acessos, quais caminhos os dados vão percorrer e que nível de redundância a operação exige evita descobrir tarde demais que a infraestrutura escolhida está longe de quem precisa usá-la.
Fale com o time da Dot a Dot e garanta que a sua operação chegue até o hub brasileiro com a mesma qualidade em todos os países.