Todo mundo sabe calcular o prejuízo de um sistema fora do ar. Tem hora marcada, tem
chamado de emergência, tem gente contando os minutos parados. Poucos, no entanto,
calculam o prejuízo de um sistema simplesmente lento. E esse segundo número, somado
ao longo do tempo, quase sempre é maior do que o primeiro.
Um funcionário que espera 5 segundos a mais para cada tela carregar não parece grande
coisa isoladamente. Mas multiplique isso por dezenas de telas abertas por dia, por todos
os funcionários da empresa, todos os dias do mês, todos os meses do ano. O resultado é
uma quantidade enorme de produtividade empresarial perdida sem que nenhum alarme
dispare, sem que ninguém abra um chamado de urgência.
Lentidão de rede não gera pânico. Gera resignação. E resignação é inimiga silenciosa da
produtividade, porque vira parte do dia a dia sem que ninguém questione.
Ela dói mais em lugares específicos: no atendimento ao cliente que demora a puxar uma
tela enquanto a pessoa espera do outro lado; nas vendas que perdem ritmo e fecham
menos porque o sistema trava no meio da negociação; nas reuniões remotas com áudio
cortando e vídeo travando; nos processos internos que dependem de upload e download
constante de arquivo.
Na maioria dos casos, a causa está em performance de TI subdimensionada para a
demanda atual, equipamentos desatualizados que já deveriam ter sido trocados, ou
simplesmente falta de monitoramento proativo que detectaria o problema antes de virar
rotina. É um problema diagnosticável e corrigível mas só se alguém parar pra colocar
esse número na planilha, em vez de deixar a lentidão ser tratada como “coisa normal” do
dia a dia